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Willis e o Processo Iterativo
por Marcos Telles - Monday, 24 January 2005, 05:27
 

DynamicLab Gazette - 14- 06 -04
reflexões sobre a aprendizagem on-line


Willis e o Processo Iterativo
Paula de Waal e Marcos Telles - Junho, 2004


O modelo R2D2 de projeto instrucional ( Jerry Willis) propõe uma forma de trabalho na qual todos os atores (pessoal de projeto, usuários etc.) interagem permanentemente e podem, a qualquer momento, propor alterações de qualquer ordem. Decorre daí que as atividades de definição, projeto e desenvolvimento são realizadas concomitantemente e de maneira tanto progressiva quanto regressiva.

O R2D2 (Recursive, Reflective Design and Development) baseia-se em 4 princípios:

- iteratividade,
- reflexão,
- não-linearidade e
- projeto participativo.

Iteratividade

A ação se desenvolve em espiral já que qualquer aspecto do trabalho (decisão, produto, processo etc.) pode ser re-estudado a qualquer momento (tantas vezes quantas desejado).

Reflexão

A reflexão é vista como ferramenta central de trabalho. Idéias devem ser buscadas em várias fontes, sejam elas objetivas ou subjetivas, e submetidas a intensa reflexão que leve ou não a sua aceitação e adoção. Assim, o processo será conduzido por esses esforços de reflexão e não por regras pré-definidas.

Não - linearidade

No quadro do R2D2, o projeto não se desenvolve de forma linear, começando por um ponto bem definido e caminhando segundo etapas pré-estabelecidas. A proposta é aquela de se definir um conjunto de pontos de passagem obrigatória que podem ser percorridos por diferentes caminhos. Mesmo os objetivos podem ser definidos ao longo do processo, não precisando estar claramente determinados no início do trabalho. Na mesma linha, o modelo não prevê a existência de um plano de trabalho inicial: é possível eleger uma entre várias atividades como ponto de partida e seguir escolhendo um entre vários caminhos.

Projeto Participativo

O projeto final deverá ser o resultado das interações entre os elementos que compõem uma equipe de projeto formada por gestores do projeto, especialistas professores/tutores e usuários finais. A presença de usuários é considerada fundamental como forma de contextualização do projeto.

fim